“Se a criança é capaz de se entregar por inteiro ao mundo ao seu redor em sua brincadeira, então em sua vida adulta será capaz de se dedicar com confiança e força a serviço do mundo.”

Rudolf Steiner

O MATERNAL

O Maternal na Escola Waldorf Rudolf Steiner está preparado para receber crianças em torno de 1 ano e 8 meses de idade, em salas que oferecem a rotina de uma casa. O dia a dia é permeado por pequenas atividades ligadas ao lar, como culinária e jardinagem.

A criança é conduzida amorosamente à conquista de hábitos de autocuidado, com incentivo à autonomia: colocar o sapato, tirar o casaco, comer sozinha. Também será desafiadora a vida social com as demais crianças.

A educadora apoia a criança em suas conquistas, oferecendo segurança e tranquilidade para tais aprendizados, e para a harmonização social.

O ritmo das manhãs transcorre suave: as crianças brincam livremente, exploram o espaço, e constroem relações significativas. Para isso, as salas têm menos alunos que o jardim, com a presença constante da sua educadora e auxiliar.

Em um espaço privilegiado, com um pátio repleto de árvores, a criança tem a oportunidade de conectar-se à natureza, vivenciando e celebrando o ciclo do ano.

O cheirinho de pão integral assando, a pitangueira carregada de frutos, a alegria de regar o jardim, molhar os pés, fazer castelos na areia, e ouvir muitas canções e histórias. Essa é a infância que proporcionamos aos seus filhos, onde ser criança é um direito, e onde há tempo e espaço para a sua plenitude!

O Jardim de Infância

Em torno dos 4 anos, as crianças ingressam no Jardim de Infância, onde ficam até o 1º ano do Ensino Fundamental. Nossas salas de jardim possuem crianças de idades variadas, trazendo um colorido especial ao ambiente, e uma riqueza na vida das relações. As crianças mais velhas ajudam as pequenas nas atividades básicas. E as pequenas olham com admiração para as mais velhas, com suas brincadeiras maravilhosas!

A partir do brincar genuíno, a criança vai se desenvolvendo em diferentes âmbitos, adquirindo habilidades motoras, refinando as competências da linguagem, amadurecendo emocionalmente, adquirindo capacidades sociais, estruturando a memória e a concentração, fazendo conexões e compreendendo gradativamente o mundo que a rodeia.

Nessa faixa etária a grande força de aprendizagem é a imitação. Por isso, o educador coloca-se como alguém digno de ser imitado, oferecendo um amplo repertório de atividades simples do fazer humano que possam inspirar a criança, sendo imitadas no brincar.

O ritmo diário é organizado de forma a priorizar momentos de brincadeiras livres, onde as capacidades de experimentação e criatividade são ludicamente exercitadas.

Assim como no Maternal, o ritmo pulsa como uma grande respiração que permeia o grupo – ora com atividades livres, ora dirigidas pela educadora.

O ACOLHIMENTO LOGO CEDO

As crianças chegam, colocam suas pantufas e adentram a sala, onde o professor os aguarda diariamente com um chá gostoso na chaleira e com uma atividade de acolhimento: pode ser uma atividade artística (pintura em aquarela, desenho, modelagem), uma atividade culinária ou um trabalho manual. Após essa atividade inicial, as crianças brincam livremente na sala, onde materiais não estruturados estão à disposição para que as elas exerçam a criatividade e imaginação.

AS RODAS RÍTMICAS

Depois de brincar bastante, a sala é arrumada por todos. A educadora convida as crianças para uma ciranda (roda rítmica) onde, com gestos, versos e canções ligados à época do ano na qual se está, a criança vivencia ludicamente esse momento, vinculando-se ao ciclo do ano, suas estações e festividades.

O LANCHE E O BRINCAR FORA

Após lavarem as mãos, as crianças organizam o lanche, sempre composto de frutas e cereais integrais. Os rituais permeiam o dia a dia da criança, trazendo reverência e significado aos diferentes momentos. Em novo momento de expansão, é hora de brincar livremente no amplo pátio, em contato com a natureza.

A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Quase no final da manhã é hora de um recolhimento: a educadora conduz as crianças para que entrem novamente na sala, onde ela conta uma história, enquanto dedilha um delicado instrumento de cordas.